Capítulo 12 de 41
Gabriel Kühlkamp e Marta Haverroth
No primeiro domingo após a chegada a Rio Waldrich, no dia 14 de fevereiro de 1943, Gabriel Kühlkamp e João Berlanda planejaram uma festa surpresa na casa de Paulo, irmão deles, que estava de aniversário e com quem ainda não tinham se encontrado.
Reuniu-se então a juventude e foram, a pé, de Rio Waldrich até Rio Wildi. Chegando lá, recolheram o feijão que estava espalhado no assoalho da sala para secar e fizeram espaço para dançar. Gregório tocava gaita de boca e a turma dançava. Foi ali, naquele dia, que Gabriel e Marta se conheceram e dançaram juntos.
Como era costume os irmãos e cunhados se ajudarem no trabalho da lavoura, Gabriel que morava com Gregório (casado com uma irmã de Marta), passou a trabalhar com a família dela e assim encontravam-se com freqüência, durante a semana, na lavoura e na abertura de estradas para a colheita de milho.
Aos domingos encontravam-se na hora da reza do terço e também quando alguém organizava uma domingueira ou outras festas. Nestas ocasiões os jovens iam em turma, a pé ou a cavalo, dependendo da distância. Dia de São Pedro a festa era na casa de Pedro Steinbach, dia de São João, na casa de João Stüpp e assim por diante. E foi assim que namoraram.
Como Gabriel trouxe consigo uma bola de futebol convidou logo os homens para preparar um campo onde pudessem jogar. Reuniram-se num sábado à tarde, arrancaram os tocos, fizeram limpeza e fincaram traves num pasto. Assim fizeram o primeiro campo de futebol de Rio Waldrich. O mesmo sucedeu quando Gabriel, após casado, passou a morar em Rio do Campo. Mobilizou um grupo de pessoas que prepararam o primeiro campo de futebol, no pasto de Hilário Bogo. E passaram a jogar ali com aquela bola que ele trouxe de Forquilhinha.
Gabriel e Marta casaram no dia 11 de outubro de 1943, após oito meses de namoro.
Fizeram o casamento religioso numa segunda-feira, por ser o dia marcado pelo padre para ter missa em Rio Waldrich. Quem celebrou o casamento deles foi o padre Eduardo Summermatter, na escola que ainda era usada como capela.
A foto foi tirada uma semana depois da celebração religiosa, quando um fotógrafo passou pela região.

O casamento civil só foi realizado no dia 08 de novembro do mesmo ano, em Taió, no Cartório de Registro Civil de Luiz Bértoli Júnior e Marta passou a assinar Marta Kühlkamp. Foi uma longa viagem, de carroça, passando por Ribeirão Grande. Saíram de casa de madrugada e à hora do almoço já estavam em Taió. Desatrelaram os cavalos e soltaram para pastar, numa pastagem cercada que havia antes da ponte. Almoçaram ali, sentados na própria carroça, comendo o que tinham levado de casa. Depois foram até o cartório onde se realizou o casamento. Como testemunhas assinaram duas pessoas que residiam em Taió e que eles nem conheciam.
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Os filhos foram nascendo em espaços de menos de dois anos entre um e outro. Desta forma, somos 15 irmãos, nascidos no período de 1944 a 1966.

A família – Foto de 1972
Beatriz, Carlos, Ana, Terezinha, Salomé, José, Marta, Maristella, Gabriel, Maria, Nilo, Valéria, Osmar, Áuria, Anísio Marcos, Bernardete.